22.5.09

"... desse estranho baile de desencontros, em que frequentemente aquela que devia ser daquele acaba por bailar com outro porque o esperado nunca chega; e este, no entanto, passou por ela sem que ela o soubesse, suas mãos sem querer se tocarem, eles olharam-se nos olhos por um instante e não se reconheceram." - Vinícius de Moraes.

17.5.09

das coisas que andam acontecendo por aqui,

pra começar eu tenho bebido. melhor que isso, eu tenho bebido mais. bem mais que antes. eu tenho bebido até cair, sem querer pensar em nada. beber só por beber. beber pra criar coragem, pra criar assunto, pra soltar frases já pensadas e repensadas. e não que elas andem funcionando, e nem ainda que eu só as solte no fim da noite. é que as vezes me pego planejando o porre. daquelas que esperam a sexta porque na sexta se bebe e por vezes - e isso nem depende do quanto se bebe - se anseia falar, falar e falar. e por sorte ou ainda pelo atraso do azar, alguém também bebe lá do outro lado e juntos bêbados discursamos nossas frases ensaiadas. digo discursamos porque raramente existe uma conversa. a coisa só funciona quando eu falo e você ouve e depois, bom, depois é sua vez e então você fala eu ouço e a gente se dispede. 2 discursos regados à gin soltos numa ligação, já planejada, na madrugada de algum bar prestes a fechar.
sendo assim, das coisas que andam acontecendo por aqui, a sua ligação planejada pras madrugadas (propositalmente) bêbadas de sexta-feira tem sido minha maior espera e minha maior ternura.

4.5.09

escreve qualquer coisa aqui então natacha.
e aproveita pra mudar a fonte, porque dessa eu acho que cansei.


3.5.09

Oh No.
You Say Goodbye and I Say Hello.
I Don't Know Why you Say Goodbye I Say Hello, Hello, Hello.

28.4.09

pensei o dia todo sobre a história das mentiras, o blablablá das mentiras. e quer mesmo saber ? eu não sei. eu nem sei por onde começar a saber. e pior, eu não suporto não mais saber. eu queria ter escolhido a minha versão, me decidido por um lado, ter ouvido um argumento qualquer. eu queria mesmo ter ouvido as tuas discórdias. queria ter ouvido teu texto bem pontuado por suspiros bêbados e os por todos aqueles tragos mais doces que chegavam na minha bochecha.
só porque na verdade eu nem consigo me importar com as mentiras. elas são uma ou duas. o que me importa agora, e só agora, é não saber. não saber das mentiras, não saber de você. não saber se ainda quero saber de você e das tuas mentiras.
tô ninja no esquema dos ips, entendeu?

26.4.09

9.4.09

mais ou menos assim:
quando você vai e quando você volta.
I had a crush, now I have a crash.

5.3.09

beber, cair e levantar.

14.2.09

devo confessar que eu achei que seria mais fácil e que talvez eu nem sentiria falta das coisas daqui. que as coisas novas de lá me tirariam do chão e aí as coisas daqui nao fariam mais sentido como antes. mentira. eu já sinto falta. só de pensar em ficar longe de tudo que eu construí aqui, eu já sinto tudo.
e ainda existe aquele ditado que diz que a gente só dá valor quando perde. eu não sei se eu vou perder. e eu não sei se ir vai fazer com quem eu também deixe ir. mas agora eu sei que o valor existe, e existe onde eu nunca quis. por isso esses dias têm sido tão difíceis pra mim. porque agora eu já nao consigo me ver sem vocês.
e vocês sabem disso ♥

4.2.09

ainda hoje falei do meu castelo de cartas. não que eu não fale dele todos os dias... mas agora é diferente. e é estranho como esse método de repetição pros ouvidos certos muda tudo. é que eu acho que sempre fui muito teimosa, falei pra aqueles que por conveniência acabavam me consolando com o que eu queria ouvir. estúpida a maneira como a gente se boicota - e pior - por tanto tempo. a questão é que os ouvidos certos levam tempo pra te ouvir e eu nunca consegui guardar nada pra mim, por nenhum tempo. a minha ânsia me entregava, o tempo todo. e não que agora eu esteja longe de abraçar o gin e confessar todo meu jogo pro primeiro louco que se sujeitar, mas é que talvez eu tenha perdido o entusiasmo e a ânsia de manter tudo alí, de não deixar nenhuma carta cair. porque agora depois de tanta teimosia, eu só procuro a segurança da minha certeza, mesmo que eu a repita 80 vezes por dia pra mim e pros ouvidos que eu sei que nunca vão sair, nem pra comprar pão.