15.12.09

pro.cras.ti.nar

1.deixar para fazer algo mais tarde
 
 
                                                                                                                                                   .comigo,                                            sempre.

3.12.09



- me lembro direitinho: tinha acabado de falar com você no celular, eu estava no banheiro do aeroporto esperando a thaís e logo depois ia te encontrar. isso vai fazer três meses já. não mudou nada, tá vendo? que bom, meu amor. :)

29.11.09

sabe que nessa vida eu já esperei o mundo. eu já esperei coisas grandes, imensas. parei logo de esperar quando topei com o tipo de susto que ninguém nunca espera. daí sem saber o que eu tava fazendo fui substituir. subsituí o insubistituível. me embolei e mirabolei da maneira mais cega. eu não tive culpa alguma, hoje eu sei disso. eu só precisava que tudo voltasse. ninguém, nunca, me forjou a volta de nada. juro, ninguém aqui está sendo acusado. eu só insisto em mim. não foi fácil viver tanta coisa errada, querer tanta besteira. eu não sei porque, não me pergunte agora. um dia ainda, mas agora ainda é cedo. eu agora estou na tal transição, talvez em uma coisa meio epifânia sem tempo pra passar. entender a estúpidez de meses atrás soa ridículo e até sinto nojinho. calma. eu digo que agora é diferente, e lúcido.

28.11.09

26.11.09

meu amor,

não quis dizer surpresa. não falo de surpresa quando o menino mais querido do mundo me deixa pular na frente dele na noite de bebedeira mais interminável do meu ano. penso que falo de "era mesmo pra ser assim". e depois da noite interminável, todos os dias, eu acordo sabendo que por mais que pareça surpresa, por mais que pareça tudo de mentira, bem mais parece que eu já sabia de tudo.

8.11.09

existem duas maneiras de não sofrer. a primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebe-lo. a segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço.

- italo calvino, cidades invisíveis.

30.10.09

tu és nuvem, és mar, esquecimento
és também o que perdeste em um momento
somos todos os que partiram...


jorge luis borges

18.10.09

você logo percebe a graça de uma mulher pela sua tolerância à exposição. me desculpem os efusivos, as efusivas, mas controle faz diferença. não me diga que não.

17.10.09

Frankly, my dear, I don't give a damn.

eu te amo e você merece toda a felicidade desse mundo.


e também merece o maior e mais denso bigode de todos.
parabéns, docinho ♥

10.10.09

os dias como o de hoje é que negam tudo o que organizei pra mim depois que me disseram que você não voltava mais. depois daquele outubro nenhum outro outubro mais quis ser razo. mas eu nunca, nem mesmo no outubro seguinte, pensei em te decepcionar. eu olhei pra ela e resolvi que era por você que eu ficava. e eu tô aqui por você. porque quando eu olho pra ela, eu vejo você. eu quase te vejo andando, alí virando a esquina. ela é tudo teu que você me deixou, não foi? como naquela reunião que era o teu braço, mas não era o teu braço. era ela. e eu só tô aqui enquanto você me deixar ela. porque eu não resisto ao olho dela quando ela fala de mim. porque não é só o olho dela. é você também me vigiando quando eu ainda aprendia a dirigir o carro azul. e agora, só agora, ou só por todos os outubros, eu precisava do teu peito. porque sabe, você me diria pra esquecer todos esses bobos que não têm a mesmos olhos que você me deu. você ainda me daria tuas mãos quentes e olhando pras minhas mãos frias diria que "calma, eu tô aqui, não tô?". e pronto. eu esqueceria todos aqueles bobos.

2.10.09

olha,

é bom que você saiba que eu falo só por mim. e é bom que você saiba que eu me livro de qualquer medo pra você entender que se não vai com carinho, vai de qualquer jeito. porque eu já perdi o cuidado. eu já perdi a compaixão. e sinceramente, eu não quero saber se te resta amor ou costume. eu já te disse que algumas pessoas insistem e remoem até inventarem pra si uma verdade que só cabe a elas. é teu caso. a minha verdade, meu bem, é outra. minha verdade é um menino querido. luiz felipe. passei meus melhores quatro meses do lado dele. penso em passar o resto da minha vida com ele. e o melhor nesse caso é que ele também pensa assim. 
preciso dizer mais? preciso digitar mais? desenhar? me diz. eu tô pagando qualquer preço pra te fazer entender que  nem que seja a tua última vontade, desculpa, não vai rolar pra essa vida.

29.9.09

se todos fossem iguais a você,

que maravilha viver.


(tom e vinícius.)
licença. eu queria é mesmo saber pra quem eu devo explicar que isso não é de mentira. o meu medo era entender errado. eu achava que esse tipo de coisa não era de se repetir, nem tão menos de acabar. olha, ridícula sou eu de achar que alguém mais além de mim precisa saber disso. eu não preciso convencer ninguém, muito menos a mim. pra mim é claro e eu não permito que mais coisa alguma duvide do que tá escrito na minha testa.

28.9.09

tô aprendendo a desapegar. eu que guardo até ticket de estacionamento. que tenho um hd todinho só de velharia. todas as conversas, todos os históricos, foto, foto, foto. tinha um medo besta. o problema é que gastei muita ânsia sem saber porquê. passava mal e nunca me revoltei de sentir aquela montanha russa no estômago. hoje é um nada. hoje é oco. nem bobo é mais. é só sem lugar. não quer mais fazer sentido. e eu insisti. tava acostumada. não ia desapegar de coisas que já foram imensas. não precisei me preocupar. nem vi a coisa ir. foi e eu só percebi um ano depois. daí assumi o desapego, pra mim. agora eu tô meio que praticando bem isso. insistência em desapegar. hoje deletei meia pasta de textos velhos e todas as pastas de fotos. limpei todas as bolsas que estão comigo. joguei roupa fora. eu podia devolver. não quero. na verdade, pensei em incinerar tudo.

27.9.09

é que lembro que um dia minha mãe disse que todas as coisas intragáveis da vida não incomodariam mais porque as coisas leves me ocupariam com paz e cuidado. eu nunca duvidei dela, mas também nunca achei que aconteceria comigo. eu tava bem satisfeita de já me manter longe dessas coisas hora azedas, hora amargas. hoje eu lembrei dela. lembrei certinho de quando ela me dizia isso. liguei pra ela e contei que agora era assim, e que eu entendia dessa leveza. graças a deus.

7.9.09

"The world may never know the truth about your life; that’s because they don’t care to. But when you find the ones who want to know every detail of it, they’re the ones to keep. They’re the ones who keep you alive. "
(Unknown)

5.9.09

você sempre consegue se estragar ainda mais pra mim. e eu sempre consigo achar que daquela vez você tinha feito o teu máximo egoísmo. mas ontem, eu juro, ontem eu era capaz de te fazer mal. e nem assim, e nem sabendo que meu sentimento por você já cheira mal, que tudo que você fez te deixou podre aqui, nem assim você para.
eu não brinco quando digo não. eu não tenho dúvida alguma quando digo não. e também não vou mais permitir que você tente mudar nada que se relacione com a minha vida. eu não quero você por perto. eu não quero mais surpresas. eu não quero mais e-mails. eu não quero mais ligações anônimas. eu não quero mais saber de você e não quero que saiba mais de mim.
é a última vez que peço. dessa vez você me entende e passa a se comportar, ou outras pessoas serão informadas do teu comportamento. todas as outras pessoas necessárias.

2.9.09

post repetido, não por acaso.

.
.

- agora tenho certeza, o tempo é quem acaba dando qualidade pras coisas. pra todas elas.

28.8.09


* e pra ver ele vc clica na frase acima, claro.

13.8.09

se a gente tivesse no último janeiro eu ia mesmo te dizer que grande parte da minha ânsia vinha do caso de eu não ter idéia do que seria de mim agora. se ainda fosse janeiro passado, eu ainda respiraria mal, comeria pouco e errado, beberia sem pesar e manteria a estúpida idéia de brigar por coisas que só eu não achava erradas. não posso esquecer ainda de que se estivessemos em janeiro eu não te pouparia de mim e nem você me pouparia de testar tua vida em mim. é certo que tudo aconteceu antes desse janeiro. e as vezes eu penso que eu só podia o tudo que era pra ter certeza de que usando ele eu chegaria em um tipo de esgotamento. mas não. me esgotar mesmo eu só fui agora. tipo sábado passado. o que de fato aconteceu quando o janeiro acabou eu ainda não tenho a melhor definição pra te dar. do que eu merecidamente não consigo me esquecer foi de uma conversa em 5 amigas, domingo, quase meia-noite. eu sabia e elas sabiam que eu tinha só chegado alí pra declarar o que o janeiro fez comigo. a gente conversou até segunda-feira. e eu não sei te falar exatamente a ordem das minhas palavras, nem elas sabem. a gente só sabe que só naquele dia elas enfim sabiam que tudo o que eu falava era verdade. e eu sabia que elas sabiam. coisas que quando resolvem acontecer ninguém tem coragem de duvidar. aí acabou o janeiro. depois disso eu não contei mais os meses. eu só fui executando. fui concordando com tudo que arranjaram pra minha vida e fui executando. não durou muito tempo. eu nunca poderia confiar tanto pra continuar por mais tempo recebendo comandos e não desconfiar deles. eu não sei te falar quando. eu não sei te falar de nenhuma referência pra te localizar no tempo ou no espaço. eu só sei que foi depois de janeiro. depois do domingo e depois da meia-noite. não existiu um plim, um milésimo de segundo, uma epifania. não que eu saiba. eu não fui do tipo previamente avisada. eu sei que pareceu até ordinário. ordinário demais pra uma coisa que eu julguei nobre. e eu sei que te irrita. e já ouvi que você não se conforma. já te falei que não é o caso pra se conformar. alguma hora a gente é mesmo cobrado e as algumas coisas podem sair mais caras que a encomenda. não me importa mais. o que me importa é que graças a deus já é agosto e eu vivo como se janeiro nenhum tivesse me importado. na verdade, eu tô muito mais pra maio. final de maio. inteiramente pro final de maio.

10.8.09

eu queria uma madrugada toda pra escrever. acontece que na melhor das hipóteses eu devo ter uns 20 minutos. nem isso na verdade. talvez eu tenha poucas coisas certas, talvez nem duas madrugadas no computador me resolveriam. e talvez ainda por isso eu resolvi beber o fim de semana por duas natachas. é que me programei pra programar e não tive a coragem de encarar os próximos dias. daí que com a menor vergonha na cara e o maior boicote dos últimos seis meses entendi que por uma questão de sanidade, fechar os olhos e tapar os ouvidos vêm a calhar. não pensando muito bem, ou pensando quase nada, qualquer seis linhas, seis linhas e meia, pretendem me aquietar e também vêm a calhar.

5.8.09

tô esperando pra postar todos meus posts resguardados nas madrugadas do fim de semana etílico marinagense. ta valendo quanto que vai ter neguinho saindo correndo pra comprar pão?

19.7.09

- olha,
não há nada como um dia ressaquiado, bem assim levado na marra, pra me fazer desenrolar pensamentos tardios que vão desde a portaria do vera cruz até o banheiro do tom jazz. e eu que pensei nove vezes antes de sair da cama hoje de manhã. e que só não resolvi passar o dia todo nela justamente pra evitar tudo o que eu já sabia que ia teimar pensar o dia todo. a coisa do "não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer", a coisa do boicote, sabe? e daí que tua melhor amiga vem passar uns dias com você e logo na primeira noite na cidade ela resolve colocar alí no teu nariz tudo o que você morre de medo de ver. mas calma. já te falei que ninguém aqui precisa se responsabilzar pela bagunça que eu tô fazendo. é que talvez eu queira dar razão pra ela, eu só sei levar estórinhas se elas forem recheadas de drama. sem raios e trovões, sem a tempestade no copo d'água eu não sei o que faço, ou se faço. é que não tô acostumada com essa maresia. e também não sei mais acreditar quando as coisas dão certo. aprendi a ser desconfiada, aprendi a deixar mentirem pra mim porque acreditar que era mentira foi mais fácil do que acreditar que era verdade mas não era possível. é né? viu como eu tenho mesmo a capacidade de desenhar os raiozinhos na estórinha. fiz todos eles aqui já.

17.7.09

de repente é bem pior do que parece.

agora que eu te digo que o Bauman já disse, agora você acredita?

"Guiada pelo impulso 'seus olhos se cruzam na sala lotada', a parceria segue o padrão do shopping e não exige mais que as habilidades de um consumidor médio, moderadamente experiente. Tal como outros bens de consumo, ela deve ser consumida instantaneamente ( não requer maiores treinamentos nem uma preparação prolongada ) e usada uma só vez, 'sem preconceito'. É, antes de mais nada, eminentemente descartável.
Consideradas defeituosas ou não 'plenamente satisfatórias', as mercadorias podem ser trocadas por outras, as quais se espera que agradem mais, mesmo que não haja um serviço de atendimento ao cliente e que a transação não inclua a garantia de devolução do dinheiro. Mas, ainda que cumpram o que delas se espera, não se imagina que permaneçam em uso por muito tempo. Afinal, automóveis, computadores ou telefones celulares perfeitamente usáveis, em bom estado e em condições de funcionamento satisfatórias são considerados, sem remorso, como um monte de lixo no instante em que 'novas e aperfeiçoadas versões' aparecem nas lojas e se tornam o assunto do momento. Alguma razão para que as parcerias sejam consideradas uma exceção à regra? "

> só pra que fique bem claro - pois essa é a intenção: ser entendida - aqui parceria deve ser lida como relacionamento, ligação, homem/mulher, homem/homem, mulher/mulher, ou seja lá qual for o parzinho.

14.7.09

minha amiga é um chuchu.

natacha diz:
se dedique aos estudos
jacy diz:
e devia saber tbm q devo respeitar meu dedo podre p homem
jacy diz:
se ele tava comigo, c certeza tinha q ter falha de carater
jacy diz:
ahuahaua
jacy diz:
vou me dedicar
jacy diz:
ao meu tcc
natacha diz:
ahhahahah

9.7.09

- então,

nas últimas semanas eu tava na vibe do blog e consegui postar quase todo dia. tá bom, não vou culpar vibe alguma. ou talvez eu culpe a vibe do marasmo, a vibe do ócio, a vibe da insônia. talvez essas. já nesses últimos dias eu não tive tempo pra blog, eu não tive tempo pra internet, não tive tempo pra ninguém e nem pra mim. uma das meninas que mora comigo disse que a gente tá no esquema cama>trabalho>cama, pra mim a coisa tá mais cama>trabalho>trabalho>quase cama>trabalho. eu nunca dormi tão pouco e tão mal nessa minha vida. mas aí achando que pra tudo chega a hora, e a hora agora é de ser a alguém que prometi pra minha mãe antes de sair de casa e encarar a "cidade grande". por isso, é possível que o blog seja esquecido de vez em quando. a não ser que esporadicamente surja um comentário anônimo daqueles tão dedicados a minha vida (presente, passado, futuro) e eu não consiga resistir ao fight virtual desse menino. de qualquer forma, vou dizer que aprendendo a gostar da rotina nova. aliás, descobri que gostando mesmo de todas as coisas novas que apareceram. de todas ela eu fui atrás, e de todas elas eu tenho conseguido coisas boas. a verdade é que fazia aí umas boas primaveras que eu não vivia um tempo tão agradável assim. é, acho que essa é a palavra. tudo, tudinho ao meu redor agora é agradável. estou sendo agradada por todas as novidades mais doces, fofas e surpreendentes. e olha, até decidi que não vou chorar quando elas acabarem.
- pra quem ama.
-
pra quem fuma.

30.6.09

500 days of summer.


só aparecem quando eu bebo.

conversinha. conversinha pra botar meninha pra dormir. porque é isso que você aprendeu a fazer. aprendeu a técnica do banho-maria e agora tanto faz. afinal, já aceitaram a tua condição tantas vezes que agora é mole. se for diferente, você nem sabe fazer. se fugir um tantinho que for do teu velho método você pula como quem deixa uma fila de pão. e eu ainda me guardo. de mim você não tira mais nada. vem você mais uma vez querer me educar com esse jeitinho besta, e daí você se assusta. diz que pula, faz que pula, mas não ousa desgrudar da malandragem que te viciou desde da tua primeira menina. e depois eu insisto em te dizer que já te vi em algum lugar, que te conheço e reconheço até a retruca barata, até a frase ensaiada. mesmo assim você diz que não. você nunca foi desses. você nunca foi desses? e quando eu acho que você tá longe daqui, você vem, bate na minha porta e pergunta pela minha amiga. ela também já te viu antes. a gente te vê sempre. nos fitamos cada vez que você mostra essa tua marca, dessas marcas que marcam gado. tú é marcado meu filho. não abusa não. pára de ensaiar esse teatrinho cada vez que sai de casa. nem tudo é só imagem. vou te dizer que tão querendo sentir e, você de tão condicionado não vê. não vê porque escolheu não ver.

"A vida não é de brincadeira, amigo. A vida é arte do encontro embora haja tanto desencontro pela vida. Há sempre uma mulher a sua espera com os olhos cheios de carinho e as mãos cheias de perdão. Ponha um pouco de amor na sua vida, como no seu samba." - Vinícius de Moraes.

28.6.09

Corridinho - Adélia Prado

O amor quer abraçar e não pode.
A multidão em volta, com seus olhos cediços, põe caco de vidro no muro para o amor desistir.

O amor usa o correio, o correio trapaceia, a carta não chega, o amor fica sem saber se é ou não é. O amor pega o cavalo, desembarca do trem, chega na porta cansado de tanto caminhar a pé. Fala a palavra açucena, pede água, bebe café, dorme na sua presença, chupa bala de hortelã. Tudo manha, truque, engenho: é descuidar, o amor te pega, te come, te molha todo. Mas água o amor não é.

25.6.09

- da série: não entendo muito bem minha lomo, ainda.

* as fotos foram tiradas em um dos nossos domingos gastronômicos no liberdade.
bem que eu adoraria ter mais desses surtos corajosos e bem intencionados pra comigo e só pra mim. daí acontece que descubro que a fórmula pra tantos planinhos conto de fada é quase fácil. e olha - e quem me conhece sabe - que pra mim fácil é sinônimo de concretizado.
- planinho, se te coloco na gaveta dos fáceis é porque já te vejo pronto e acabado. e se te vejo pronto e acabado, desisto de você. mas, considerando que tenho grandes, se não enormes e pavorosas, chances de me arrepender da desistência, eu paro.
eu paro até porque o preço de me forçar ficar acordada pra arrumar o sono me deixa meio sem entraves. e porque parar me faz pensar na conversa dos filtros. e é quando eu lembro de que tinha decidido usar mais desses na minha vida. lembro agora por exemplo de que tinha resolvido filtrar parte dessa ânsia que muito mais me irrita e agonia do que me empolga.
pois é, ainda existem os que conseguem tirar a parte boa da coisa, de toda a coisa. não é meu caso. eu sou do tipo que faz tempestade em copo d'água, que sofre antes da verdade e que tira todas as conclusões precipitadas possíveis e mais negras de qualquer mistério. aliás, não sei brincar de mistério. deve ser por isso eu sempre me revelo. deve ser pela ânsia de esperar que o mundo se revele antes que o bendito vire mistério e que eu faça dele ânsia em mim.
agora me diz deus: como ainda ouso pronunciar/escrever, e pior ainda, gostar dessa porra dessa palavra depois de tamanho circo que a dona faz em toda minha estorinha?
enfim, eu falava - apesar de não parecer - dos planos bem intencionados pra minha vida que resolvi adotar nas últimas horas. e é totalmente óbvio que dei prazo pra cada um deles. porque plano estratégico que se preza tem dia e hora marcada pra estar concluído. e considero que seria interessante expô-los aqui. assim eu teria vergonha caso não os cumprisse. mas só pelo fator interessante a coisa não compensa. mesmo assim eu te abro que pra saber deles basta me perguntar sobre em qualquer momento depois do quarto copo de qualquer misturinha que leve álcool. e dessa vez eu te garanto palavras mais leves e ânimos de bons ventos. e pra ser quase otimista pela primeira vez em um tempo que até devo ter me perdido, eu dispenso a vontade do vento que já me foi oferecida. na tentativa de me entender mais uma vez me proponho: que com ou sem já não me importa como antes. dessa vez tô escolhendo só por mim.

24.6.09

eu sempre fui boa nessas coisas de entender antes. e é por me cansar de acertar tantas vezes que eu devia me convencer de vez que quando parece errado é porque pode ser errado. dar chance pra quem pede por chance é no mínimo razoável. mas essa coisa de razoalidade nunca foi pra mim. por isso eu devia ter avisado: ser raza eu não consigo.
aliás, é por falta de não conseguir esconder que eu nem termino de escrever. ninguém aqui quer assustar ninguém aí.

21.6.09

- verdade que isso aqui nunca teve a intenção de ser um "meu querido diário", e mais verdade ainda que mesmo assim talvez isso aqui tenha virado um. não ligo. quem sabe eu até goste desse novo formato (?). de qualquer forma acho que o que aparece aqui ultimamente é muito mais honesto pra comigo e também bem a vontade pro link eu > mundotodo.
ah, e sem falar que devemos considerar que o o sitemeter me ganhou e até planilha de excel eu faço da galera maliciosa. coisa de desocupada nerd, eu sei. mamis ainda diria "você nunca arruma nada melhor pra fazer mocinha." e eu nem preciso pensar muito pra concordar que um ou outro ip repetido - mesmo que seja rigorosamente as 19:00 e as 23:00 de todosantodia - não vai fazer nenhuma significante mudança na minha vidinha. pois é. pois é. mas não é que eu adoro³ confabular? amigas de anos atrás me lembrariam "confabulando até o chão". aliás, amigas de anos atrás me lembrariam tantas frases prontas que eu podia editar sentenças de biscoitos chineses da sorte engraçadinhos com elas.
enfim, nota-se que falto com o quesito tema interessante para post hoje. e olha que eu até tenho sim coisas interessantes pra contar, mas acho que acabei gastando elas o dia todo pra todo mundo aqui perto e agora tô sem a tal da empolgação.
é isso. seja lá o que for isso.

mas antes que eu me esqueça, me deixa avisar:
as minhas meninas aqui de casa DESFILARAM PRA UMA ESTILISTA FRANCESA FODONA NO SPFW. crê, neguinho? a tal francesa
Sakina M'sa , tem um projeto social que apresenta a moda como um veículo de inclusão e desmestificação de padrões. pra saber mais do projeto da estlista, aqui .
e só um outro detalhe, annelise prodígio foi convidada para acompanhar a estilista durante seus dias aqui no brasil. e graças a isso fomos felizes dias e noites no spfw. anne orgulho, ana mae do futuro do meu coração. e por último, radiohead no desfile do ronaldo fraga me emocionou e a caixa com 6 dúzias de chiclets provou que estilista que ama o público dá souvenir até a última fila, obrigada.

e eu, é claro que ia colocar o registro das meninas aqui.

* quando eu encontrar uma foto do desfile, da imprensa mesmo, eu posto o link aqui. (:

17.6.09

*

convenhamos. talvez até seja novidade pra todo o resto, mas pra mim e pra você não. nunca foi e, honestamente, eu espero que dias desses nos percamos dessa porra dessa sintonia que insistentemente partilhamos. e pra não me perder aqui no texto, - e isso eu poderia fazer com certa habilidade quando trato de você - eu volto pra te fazer entender que essa conversinha de deixar ou deixar ir não me cabe mais. e olha, também não acho bonito te responder por post aqui no blog. é indelicado, é público, e você vai ainda estranhar primeiro eu te expor e depois não receber o e-mail de resposta. mas eu explico tudo. sempre explico, não é? pois meu bem, respeito e delicadeza nunca foram um hábito teu. muito menos pra comigo. e já a questão de deixar as coisas públicas, bom, isso é típico teu. estamos em casa, não é mesmo?
sem mais estórinha, eu me gasto com você aqui pela última vez. e pra ser clara em relação a tudo que li hoje de manhã naquele teu e-mail sem vergonha ...
bom, acho que devo dizer não. e não é preciso aqui me estender e te fazer entender o porque não. você obviamente sabe. acho que sempre somos os maiores conhecedores dos nossos erros, e no teu caso tá facil.
é isso. e por favor, não insista mais nos e-mails. aliás, eu gostaria que todo tipo de sinal de fumaça entre nós fosse encerrado. algumas coisas simplesmente um dia precisam ser deixadas, e de uma vez. e como você mesmo disse que eu poderia pedir qualquer coisa, esse é meu pedido. me deixa ir.

6.6.09

"clementine kruczynski has had joel barish erased from her memory. please never mention their relationship to her again. thank you."

pra gente elô.

4.6.09

my longtime crush and screensaver.

- hoje é seu dia. eu sei disso e mamis sabe. ninguém mais sabe. e não me importo com isso. eu só me importo que pra nós duas o seu dia sempre seja seu. seu e de mais ninguém.
e é interessante como a coisa toda funciona hoje. ela me disse que assim que acordou pensou em você, e depois pensou que eu pensaria em você também assim que eu acordasse. e quando nos falamos pela manhã o nosso primeiro assunto foi você. porque nunca foi outro. desaprendemos a falar de tudo que não fosse você e ele. é como se tivessemos nos reservado, uma a outra, pra isso. pra relembrar vocês, pra revisitar vocês. e é fato que isso eu só consigo com ela. e acho que também só faz sentido com ela. acho que é porque ela deve ter razão - você sabe, ela sempre tem, mesmo que eu demore pra admitir - nós somos toda a parte de vocês aqui. nós somos nós quatro. nem se quiséssemos seríamos apenas eu ou apenas ela. ou então não seríamos inteiras.
todo o meu amor pra você meu menino. por hj e por todos os dias meus e dela.

3.6.09

. calma

então,

bem que já houveram as vezes que eu desejei confabular menos. antecipar menos. ansiar - essa palavra até parece carimbo aqui - menos. acontece que não foi o caso dessa semana. acho que nunca nem foi o caso dessa vida que vos fala. mas enfim, a questão aqui e agora são duas, mentira, três conversas desse tipinho confabulante que tive do fim de semana pra cá.
meninas e meninas, obrigada por dedicarem ( prefiro pensar em dedicar do que perder) seus tempos e pensamentos a mim. acho mesmo que parece impossível ficar imune às nossas dúvidas eternas, e que se a gente se ouve, a gente chega mais fácil a qualquer lugar. porque é fato que nem a qualquer lugar eu tava indo. e eu sei que até soa engraçado ir a lugar algum, e assim como já fizemos, poderíamos nos gastar em porres rindo disso tudo. mas agora sei também que tudo isso deixa de ser engraçado se eu enfim decido querer chegar a algum lugar, especialmente a um que não seja um qualquer.
ótimo, acho que me perdi. é isso. e não briguem comigo. vocês sabem que nem sempre sou de fácil assimilação (e isso nem é pra ser piada) e pior, na grande maioria das vezes sou teimosa. teimosa com forte tendência à cegueira. cegueira que por enquanto só foi temporária. de longo ou curto prazo.

fulana : - mas natacha, como assim você não vê? olha aí. na ponta do teu nariz!
natacha: - vocês estão loucos. sou a única lúcida-esperta-consciente-adultamadurasemmaisnadapraaprendernessapassagempelaterra!

pois é. e viva o tal do tempo, que pelo menos eficaz e quase (?) rápido tem sido comigo. pelo menos. e agora, meus amores, eu só digo que de repente eu precise de mais paciência de vocês. porque decidi, estou me jogando no precipício e mais uma vez não vejo chão nem conforto por lá.

2.6.09


- patrícia é a única que fica até o fim nos porres comigo. a única que não nega o bar. a única que se dedica a cuidar de mim em bad hair days. brigamos apenas pelo cigarro, mas essa culpa ainda não é nossa. sei que em tempos de vacas gordas esqueceremos essas "dívidas".

31.5.09

video

pois é.

porque nem tudo acaba numa dança de pézinhos em um coreto com o vampiro mais lindo do mundo.

30.5.09

agora tenho certeza, o tempo é quem acaba dando qualidade pras coisas. pra todas elas.

27.5.09

esquecendo aqui por agora o resto do filme. é que eu só queria mostrar essa última cena.
e ah, minha torcida pra vcs conseguirem ler a legenda hein meninas*


video

22.5.09

e se eu me apaixonar eu sei que a culpa não é sua. fui eu quem fez pra que tudo fosse bem assim. e vai ver foi mesmo eu quem escolheu essa via de uma mão só.
"... desse estranho baile de desencontros, em que frequentemente aquela que devia ser daquele acaba por bailar com outro porque o esperado nunca chega; e este, no entanto, passou por ela sem que ela o soubesse, suas mãos sem querer se tocarem, eles olharam-se nos olhos por um instante e não se reconheceram." - Vinícius de Moraes.

17.5.09

das coisas que andam acontecendo por aqui,

pra começar eu tenho bebido. melhor que isso, eu tenho bebido mais. bem mais que antes. eu tenho bebido até cair, sem querer pensar em nada. beber só por beber. beber pra criar coragem, pra criar assunto, pra soltar frases já pensadas e repensadas. e não que elas andem funcionando, e nem ainda que eu só as solte no fim da noite. é que as vezes me pego planejando o porre. daquelas que esperam a sexta porque na sexta se bebe e por vezes - e isso nem depende do quanto se bebe - se anseia falar, falar e falar. e por sorte ou ainda pelo atraso do azar, alguém também bebe lá do outro lado e juntos bêbados discursamos nossas frases ensaiadas. digo discursamos porque raramente existe uma conversa. a coisa só funciona quando eu falo e você ouve e depois, bom, depois é sua vez e então você fala eu ouço e a gente se dispede. 2 discursos regados à gin soltos numa ligação, já planejada, na madrugada de algum bar prestes a fechar.
sendo assim, das coisas que andam acontecendo por aqui, a sua ligação planejada pras madrugadas (propositalmente) bêbadas de sexta-feira tem sido minha maior espera e minha maior ternura.

4.5.09

escreve qualquer coisa aqui então natacha.
e aproveita pra mudar a fonte, porque dessa eu acho que cansei.


3.5.09

Oh No.
You Say Goodbye and I Say Hello.
I Don't Know Why you Say Goodbye I Say Hello, Hello, Hello.

28.4.09

pensei o dia todo sobre a história das mentiras, o blablablá das mentiras. e quer mesmo saber ? eu não sei. eu nem sei por onde começar a saber. e pior, eu não suporto não mais saber. eu queria ter escolhido a minha versão, me decidido por um lado, ter ouvido um argumento qualquer. eu queria mesmo ter ouvido as tuas discórdias. queria ter ouvido teu texto bem pontuado por suspiros bêbados e os por todos aqueles tragos mais doces que chegavam na minha bochecha.
só porque na verdade eu nem consigo me importar com as mentiras. elas são uma ou duas. o que me importa agora, e só agora, é não saber. não saber das mentiras, não saber de você. não saber se ainda quero saber de você e das tuas mentiras.
tô ninja no esquema dos ips, entendeu?

26.4.09

9.4.09

mais ou menos assim:
quando você vai e quando você volta.
I had a crush, now I have a crash.

5.3.09

beber, cair e levantar.

14.2.09

devo confessar que eu achei que seria mais fácil e que talvez eu nem sentiria falta das coisas daqui. que as coisas novas de lá me tirariam do chão e aí as coisas daqui nao fariam mais sentido como antes. mentira. eu já sinto falta. só de pensar em ficar longe de tudo que eu construí aqui, eu já sinto tudo.
e ainda existe aquele ditado que diz que a gente só dá valor quando perde. eu não sei se eu vou perder. e eu não sei se ir vai fazer com quem eu também deixe ir. mas agora eu sei que o valor existe, e existe onde eu nunca quis. por isso esses dias têm sido tão difíceis pra mim. porque agora eu já nao consigo me ver sem vocês.
e vocês sabem disso ♥

4.2.09

ainda hoje falei do meu castelo de cartas. não que eu não fale dele todos os dias... mas agora é diferente. e é estranho como esse método de repetição pros ouvidos certos muda tudo. é que eu acho que sempre fui muito teimosa, falei pra aqueles que por conveniência acabavam me consolando com o que eu queria ouvir. estúpida a maneira como a gente se boicota - e pior - por tanto tempo. a questão é que os ouvidos certos levam tempo pra te ouvir e eu nunca consegui guardar nada pra mim, por nenhum tempo. a minha ânsia me entregava, o tempo todo. e não que agora eu esteja longe de abraçar o gin e confessar todo meu jogo pro primeiro louco que se sujeitar, mas é que talvez eu tenha perdido o entusiasmo e a ânsia de manter tudo alí, de não deixar nenhuma carta cair. porque agora depois de tanta teimosia, eu só procuro a segurança da minha certeza, mesmo que eu a repita 80 vezes por dia pra mim e pros ouvidos que eu sei que nunca vão sair, nem pra comprar pão.

21.1.09

felicidade diz que chega em um mês, e que fica por 16 dias. (:


13.1.09

foi quando eu entendi que se não fossem pelas ânsias e pela falta de ar, por todo o medo e por toda a falta... se não fossem pela legitimidade e pela força, aí não teria razão alguma, aí seria de graça.
e quando é de graça eu não quero.